Saturday, November 28, 2009

Entrega completa em Gaia

Os Blind Zero foram os convidados desta sexta-feira, na noite aderente da Fnac de Gaia.

A banda liderada por Miguel Guedes tocou duas músicas do novo registo “Luna Park”, que tem data de lançamento prevista para Fevereiro de 2010, sem nunca esquecerem os grandes êxitos que acompanham o percurso musical. “Where’s my mind” dos Pixies voltou a ser ouvida num novo registo pelos presentes na Fnac. Os Blind Zero deram uma «lufada de ar fresco» àquela que é uma música rock alternativo.

Na “capital do mundo”, como aludia Miguel insistentemente, referindo-se à cidade de Gaia, puderam ainda ser ouvidos grandes sucessos que acompanham a banda de que são exemplos “You owe us blood” e “Tree”. O público que encheu por completo o recinto musical da Fnac acabou por ser conduzido pelos acordes de cada música e, no final, os cumprimentos voltaram-se para os protagonistas.

Um cd single foi entregue àqueles que acompanharam a actuação como forma de lhes dar um «cheirinho» do que vem aí juntamente com o já conhecido “Slow time love”.


Anabela da Silva Maganinho

«Oz» do feiticeiro?! Não, do espantalho!

A peça de Felipe La Feria, «O feiticeiro de Oz», está em exibição no Teatro Politeama, em Lisboa, e continua a fascinar miúdos e graúdos a cada sessão. Na peça contamos com a prestação de actores de Lisboa e, não obstante, com surpreendentes interpretações por parte de actores do Porto. Ruben Madureira é o actor que destaco entre os portuenses pela excelente prestação enquanto espantalho do mundo de Oz. Depois de se revelar em “Jesus Cristo Superstar”, de mostrar um outro lado em “Um violino no Telhado”, Ruben voltou às peças infantis e conseguiu surpreender aqueles que acompanham o seu percurso. Considero-me culpada! É verdade, assumo que acompanho a carreira de Ruben Madureira e cada vez que o encontro em palco é para ver um personagem diferente, ainda que com a essência própria de si. Ruben encarna as personagens e conseguiu dar uma nova vida a um mero espantalho. Se é fácil ou difícil nem conseguimos discernir, porque parece que estamos defronte do desenho animado. A forma como se parece desarticular, como expressa o rosto e até como coloca a voz durante a actuação fazem-nos entrar dentro do caminho dourado e percorrer toda a aventura encabeçada por Dorothy. Uma peça ao estilo do encenador que, mais uma vez, faz maravilhas no imaginário dos presentes; contudo, não esqueçamos que é todo um trabalho de equipa aquele que está por detrás do pano e que, quando este se arreda, é o melhor de cada um que se torna visível aos olhos do espectador. Ruben desvendou o seu melhor e apenas há uma questão que ressalta: afinal quão mais nos pode surpreender este actor que o Douro viu nascer?

Anabela da Silva Maganinho

A marca das ondas entre David Fonseca e o público no Chiado

David Fonseca esteve, na passada quinta-feira, na Fnac do Chiado para apresentar o mais recente álbum “Between Waves”.

O público, como já vem sido habitual, recorreu mais uma vez ao local de actuação e, portanto, estivemos defronte de mais um momento fotográfico para o cantor de Leiria. David entrou em palco com uma máquina de forma a registar mais um momento «flash» como o próprio descreveu.

Algumas das novas músicas foram revelados em cerca de 20minutos intimistas e, como já era de se esperar, “A cry 4 love” pode ser ouvida também por entre o público.

Depois da passagem por Lisboa, David rumou ao Norte para dar sequência à promoção de mais um registo que já dá que falar.


Anabela da Silva Maganinho

Reno retornam às origens

Os Reno estiveram, na passada quarta-feira, na Fnac do Chiado, para promover o álbum de estreia “Learning to Speak Human”. Depois da passagem por terras lusas em 2007, a banda luso-canadiana regressa neste final de ano para, finalmente, lançar o registo composto por treze temas.

“Show Me (How 2 Love)” continua a ser o tema que mais surpreende aqueles que ouvem a música destes rapazes pela primeira vez. Uma versão adaptada de “Fala-me de amor” dá que falar por todo o mundo, com especial destaque para os franceses que desconhecem que se trata de um tema de uma formação portuguesa: “agarraram a música sem saber a quem corresponde o original e gostam. Quando explicamos que a música não somos os originais desta música, então eles vão ver de quem é e gostam da original também”, explica Reno Silva, o vocalista que dá nome à banda.

Estivemos à conversa com Reno, desta vez em Lisboa, e, através dele, ficamos a saber o que se passou durante estes últimos dois anos.


Anabela (A) – Vocês vieram a Portugal em 2007, o que é que fizeram desde então?

Reno (R) – Desde a última vez que estivemos em Portugal acabamos a gravação do CD. Voltamos para o Canadá para produzir o nosso primeiro vídeo “ 1984” e, logo a seguir, o CD foi completado e masterizado. Depois começou a venda na Austrália e na Nova Zelândia, passando pela América e pelo Canadá até chegar à Ásia. Portugal era o país em que iríamos começar, mas o álbum não estava pronto naquela altura. Precisávamos de mudar de baterista, de manager e de editora, por aqui, e foi isso que fizemos. Mudamos muita coisa até chegarmos às mãos certas.

A – Quando tomaram a decisão de voltar a Portugal já tinham alguma coisa programada ou foi um pouco «vamos fazer isto que está agendado, mas vamos fazer outras coisas»?

R – Antes de virmos para Portugal realizamos muitas actuações de forma a que a banda ganhasse mais consistência em palco, não só no estilo rock como também no estilo acústico. Fizemos a primeira parte do Ringo 11 que contou com 60 mil pessoas e, na semana anterior, actuamos com uma banda do Canadá para 45 mil pessoas. Era preciso planear bastante para vir a Portugal. O que fizemos em 2007 serviu para estudar o mercado e constatamos que existem grandes diferenças entre Portugal e Canadá. Em Portugal, conseguimo-nos deslocar de uma cidade para a outra em cerca de uma hora. Já no Canadá deparamo-nos com um país bem maior, apesar de ter apenas três vezes mais que a população de Portugal. O facto de estamos num país como Portugal, Espanha ou França dá-nos possibilidade de divulgar e promover a música de uma forma muito mais fácil.

A – Editaram uma edição especial para Portugal. Porquê Portugal?

R – Portugal é um país muito importante para nós. Não só por ser a porta para a Europa, mas porque dois elementos da banda são luso-canadianos e outros dois são naturais de cá. Temos orgulho em sermos portugueses e, portanto, editar o álbum em Portugal é também um motivo de orgulho. É importante mostrar a Portugal o que fazemos pelo mundo. Fizemos isso, principalmente, com a música dos Santos e Pecadores “Fala-me de amor”. Acabamos de gravar a música intitulada “Show Me (How 2 Love)” e colocamo-la no CD, adaptada em inglês.

A – Destaca-se alguma diferença entre este álbum e o que editaram, há dois anos, no Canadá?

R – É diferente pelo simples facto de que aquele CD nunca foi lançado. Era para ser, mas, na verdade, não foi. O produtor começou desde cedo a querer mudar algumas coisas. Alguns temas não iriam constar do álbum; não obstante, acrescentaram algumas coisas e acabaram por se esquecer de outras. Gastamos bastante dinheiro para conceber o CD da maneira que queríamos e não estávamos dispostos a cortar alguma coisa só por causa de poupar isto ou aquilo. Tínhamos em mente que o álbum iria sair de determinada maneira e era exactamente assim que tinha de sair. Bem, foi uma coisa que demorou um pouco mais de tempo, mas, pelo menos, está como queremos e se, de alguma forma, não estivermos aqui para explicar que a música possa falar da nossa parte e possa dizer o que se passa.

Vicissitudes ultrapassadas, agora o caminho é para a frente. É nesse sentido que Reno e a sua banda estão dispostos a rumar e, para já, fica a sugestão já no próximo dia 3, em Lamego. Os Reno vão actuar na semana académica do Norte do país. “O único concerto que vamos apresentar num estilo mais hard rock. Trouxemos tudo! É a única actuação que vamos fazer com os amplificadores, ao estilo de espectáculo de rock”, revela o músico.

Entretanto, vamos poder ver esta banda na Benfica Tv, para além dos showcases que vão percorrer Lisboa e o Norte do país. Para dia 4 está marcado o regresso ao Canadá para que, em Janeiro, possam regressar à Europa (França) e à Ásia (Singapura). Portugal vai continuar no pensamento destes rapazes. Reno assevera que esta passagem “foi com o intuito de mostrar a música às pessoas, não só fãs como todas as pessoas que começam a ouvir a nossa música” e confessa que estão “a pensar vir cá no Verão. Há muita coisa para virmos cá fazer. Os festivais são um exemplo como o Super Bock Super Rock e também o Rock in Rio. Esta foi só uma oportunidade para mostrarmos a banda num formato acústico; contudo, quem comprar o CD vai-se deparar com um registo diferente”. Reno declara que “esta foi a possibilidade que tivemos de actuar num palco mais pequeno” e confessa que, “no Verão, esperamos actuar num palco maior e esperamos vir mostrar às pessoas um espectáculo completo”.
Nuno Norte acompanhou os Reno por um tema
A promessa está feita pelos seis e não, não os entendemos por “pretty idiot”, porque eles sabem bem o que querem no mundo da música. Passo-a-passo vão conquistando o público através da “intuição” e do som que revelam a cada acorde, sem nunca esquecerem os valores humanos que fazem deles simplesmente originais.


Anabela da Silva Maganinho