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Saturday, November 28, 2009

«Oz» do feiticeiro?! Não, do espantalho!

A peça de Felipe La Feria, «O feiticeiro de Oz», está em exibição no Teatro Politeama, em Lisboa, e continua a fascinar miúdos e graúdos a cada sessão. Na peça contamos com a prestação de actores de Lisboa e, não obstante, com surpreendentes interpretações por parte de actores do Porto. Ruben Madureira é o actor que destaco entre os portuenses pela excelente prestação enquanto espantalho do mundo de Oz. Depois de se revelar em “Jesus Cristo Superstar”, de mostrar um outro lado em “Um violino no Telhado”, Ruben voltou às peças infantis e conseguiu surpreender aqueles que acompanham o seu percurso. Considero-me culpada! É verdade, assumo que acompanho a carreira de Ruben Madureira e cada vez que o encontro em palco é para ver um personagem diferente, ainda que com a essência própria de si. Ruben encarna as personagens e conseguiu dar uma nova vida a um mero espantalho. Se é fácil ou difícil nem conseguimos discernir, porque parece que estamos defronte do desenho animado. A forma como se parece desarticular, como expressa o rosto e até como coloca a voz durante a actuação fazem-nos entrar dentro do caminho dourado e percorrer toda a aventura encabeçada por Dorothy. Uma peça ao estilo do encenador que, mais uma vez, faz maravilhas no imaginário dos presentes; contudo, não esqueçamos que é todo um trabalho de equipa aquele que está por detrás do pano e que, quando este se arreda, é o melhor de cada um que se torna visível aos olhos do espectador. Ruben desvendou o seu melhor e apenas há uma questão que ressalta: afinal quão mais nos pode surpreender este actor que o Douro viu nascer?

Anabela da Silva Maganinho

Sunday, November 25, 2007

Há apitos nos media?


Ontem no jogo do Leixões frente ao Sporting verificaram-se várias situações caricatas, designadamente a dos jornalistas.
Já não basta que as arbitragens deste “nosso mundo do futebol” sejam cada vez mais duvidosas, ainda se instaura a polémica dos jornalistas.
Relembro o jogo em que o Gil Vicente recebeu o Vizela. Estava em causa a permanência na primeira posição, quando entra a equipa de arbitragem, liderada por Augusto Duarte, e tende para um dos lados. As faltas, praticamente, só foram assinaladas a uma das equipas; um penalty não foi assinalado… enfim uma incomensurável falta de regulação.
Voltemo-nos para a partida de ontem. Leixões recebe Sporting em casa e Paulo Paraty apita o jogo.
O bandeirinha parecia estar congelado com o frio que se fazia sentir no Estádio do Mar, os cartões não quiseram sair do bolso e as faltas só estavam a ser vistas por um dos lados.
Pois bem, será que todo um Estádio vê mal? Os lances estavam à vista de todos, e muito mais dos árbitros...
Fora das quatro linhas outro cenário lamentável. Minutos antes de se iniciar a partida, vários jornalistas estavam no Estádio. Uma nota: estavam mais jornalistas do que é costume, não estivéssemos nós a falar num dos três grandes do futebol nacional.
Mas afinal o que é isso dos “três grandes”?
A certeza que se teve foi que os jornalistas eram sportinguistas. Então, onde está a imparcialidade no jornalismo? O Sporting começou por atacar para o lado esquerdo, todos os jornalistas correram para o lado esquerdo; o Sporting atacava para o lado direito lá iam quase todos, excepto dois.
O que se passa com o país do futebol?
Anabela da Silva Maganinho