Monday, December 15, 2008

Acreditar na música só por si

Mário Pereira, Ricardo Oliveira, Tiago Ramos e Ricardo Freitas

Os Flirt nasceram para a música nacional a partir de Lisboa, ainda que se assumam como uma banda nacional. Ricardo Oliveira dá a voz ao projecto que conta com Mário Pereira, na guitarra, Ricardo Freitas, no baixo, e Tiago Ramos, na bateria. Um estilo rock cantado em português que Portugal já há muito não via ou, então, tão-somente não queria ver. No entanto, agora o trabalho destes quatro rapazes está consolidado num álbum lançado há quase duas semanas, mas que avizinha o imposto de um seguidor. “Arquétipos da alma” é um composto de onze temas cuja composição ficou a cargo da banda que revela um outro lado das experiências da vida por entre uma sonoridade de ontem, de hoje e, porventura, de sempre a julgar pelos anos em que o rock vigora por entre o espectro musical.
“Um sonho que se vê”, uma utopia transformada por mérito próprio em realidade, quatro indivíduos que lutam pela mostra daquilo que se afigura como a paixão de sempre agora mais retratada num só conceito: Flirt.


Anabela (A) – Flirt, vão começar por me explicar como é que surgiram, onde é que nasceu a ideia de formarem esta banda em particular com ideias fundadoras no fundo.
Ricardo Oliveira (RO) –
Eu e o Mário já somos compinchas destas andanças há alguns anos. Começamos como bandas de covers e depois encetamos algumas experiências com originais. Os projectos até então não tinham dado muito certo, mas continuamos a fazer música juntos. Alguns temas que fazem agora parte do “Arquétipos” vêm desse período e já têm alguma história.
Mário (M) – Mas em fases diferentes.
Ricardo Oliveira (RO) – Tem a ver com esta fase precedente aos Flirt. Em 2006, achamos que estava na altura de experimentar fazer a coisa soar à séria e decidimos sair do armário. Primeiro convidamos o Freitas, um amigo nosso já de longa data, com quem ainda não tínhamos partilhado nenhum projecto musical. Finalmente ingressou o Tiago que era um amigo do Freitas. Assim se compôs o ramalhete. Os temas não estavam totalmente fechados e eles trouxeram o seu contributo, o seu cunho pessoal. Portanto, os Flirt são, realmente, quatro pessoas, ainda que alguns temas já tenham uma história anterior ao projecto propriamente dito.
A – Introduzem a página do myspace por dizer que “os Flirt são, finalmente, um sonho que se vê”. Era, efectivamente, esperado o lançamento do disco, uma espécie de primeira consagração do vosso trabalho?
RO –
Era.
M – Essencialmente, os Flirt são a consagração de um sonho. A concretização dos anos que estivemos juntos a trabalhar nos projectos que tivemos e da vontade de fazer um projecto credível. Pretendíamos a consecução de um projecto que fosse algo com que nos orgulhássemos, embora os outros não fossem para deitar fora.
RO – Tudo o que temos conseguido tem sido às nossas custas. O nosso CD é uma edição de autor e tudo aquilo que temos conseguido conquistar desde que o colocamos cá fora – até alguma coisa em termos de produção –, temos sido nós a empurrar com a barriga, como eu costumo dizer. Logo, considero que já podemos dizer, só por esse aspecto, que tem mérito.

O gosto pela música brotou desde cedo e Ricardo chega mesmo a assumir que “quando estava na quarta classe cantava uma música dos Grease numa festa de Natal”. Uma lembrança que faz surtir comentários em jeito de graça por parte dos outros membros.
Dos projectos anteriores fica a lembrança de projecto e a experiência num trajecto até porque “não é nada assim com muita história”, como menciona Ricardo. Trabalhos que enriqueceram o som de um todo e que fazem parte de um trajecto normal “todas as pessoas que tocam vão para os bares, fazem uns covers, depois vêm os primeiros originais, depois gravas a maqueta, depois juntas um dinheiro para tentar gravar um cd com meia dúzia de temas, depois a banda acaba, depois fazes outra”, recorda Mário.
Dois rapazes de Lisboa que se uniram em prol de um objectivo e trouxeram consigo todo um desígnio com Tiago, da Golegã, e Ricardo que acaba por estar repartido entre Lisboa e o Porto, visto que trabalha na Invicta. “Temos trabalhado em Lisboa, mas somos uma banda nacional”, assevera Ricardo.

A – E porquê a escolha do nome Flirt para a banda?
RO –
Costumo dizer que é um dos meus passatempos favoritos e é um nome que representa bem a nossa relação com a música. Penso que as coisas nunca iriam para a frente, com as dificuldades todas que sabemos que se colocam, se não houvesse uma paixão assolapada, se não houvesse uma grande sedução pela música e, por isso, o nome acaba por representar bem este sentimento de encantamento.
M – Dar o nome a um projecto é sempre um desafio extraordinário. Todos nós damos dez ideias e todos os outros votam noutras dez ideias; portanto, é uma tarefa inglória. Houve um dia que o Ricardo, numa das viagens Lisboa-Porto, me telefonou e disse: “arranjei um nome porreiro para nós e é Flirt”. E, a partir desse momento, foi consensual: Flirt é um grande nome, é uma palavra só é pequenina e todos percebem. Foi unânime, pela primeira vez votamos todos a favor.
A – Em relação à vossa música, disseram, durante o showcase na Fnac de Santa Catarina, que é rock. Um rock mais no regresso às origens ou um rock mais modernista?
RO –
Não tenho bem a certeza. Para ser muito honesto, agora, na fase em que estamos a fazer promoção e a dar a conhecer a música às pessoas, é que estamos a pensar mais sobre o assunto. Penso que, sobretudo, é um rock muito instintivo, muito primitivo, que nos sai naturalmente. Estamos a concentrar os esforços na promoção do “Arquétipos da Alma”, mas continuamos a compor novas músicas sem nenhum tipo de preocupação estética. Estão a sair dentro da mesma onda deste primeiro álbum, o que significa que é um rock traduzido num som muito honesto. É muito difícil catalogá-lo. Temos gostos diversificados, se calhar algum dia com maior influência do rock dos anos 90; todavia, eu ouço muito hard rock dos anos 70, sou grande fã dos Led Zeplin, Deep Purple… Sou mais influenciado por estes dois tipos de música que acaba por ser um bocadinho o som dos Flirt.
M – Não temos preconceitos nenhuns ao dizer que tocamos rock. Queremos que seja moderno, queremos que seja actual. Sim, faz todo o sentido. Não somos surdos, nem cegos, nem parvos para não lermos as influências que nos rodeiam, mas, essencialmente, não temos vergonha de dizer que fazemos rock, rock à moda antiga com guitarras altas, bateria a bater com força, etc. Não temos medo de nos assumirmos neste projecto que é a concretização de um sonho. Se é a concretização de um sonho tem de ser vivido com toda a emoção e com toda a paixão.

A – No que concerne à composição, vocês compõem as músicas e as letras. O que é que surge primeiro: a letra ou a sonoridade?
RO –
Sempre a música. Começa por uma improvisação, a malha de guitarra…
M – Eu não consigo parar de compor. Estou sempre a criar novas ideias, novas estruturas com a música e preciso estar sempre a deitar cá para fora qualquer coisa. Funciona um pouco por substituição, algumas vão fora, o que é bom sinal pois significa que colocamos algum controlo de qualidade nas músicas. Estamos a lançar este disco agora, estamos a fazer os concertos nas Fnacs, e já temos quatro temas novos. Estamos a pensar no segundo trabalho e não paramos de compor.
RO – E agora a mais valia é sermos quatro pessoas a pensar. Porventura numa determinada altura éramos só os dois, hoje em dia estes «moçoilos» estão aqui, estas «carinhas larocas» que tem muito valor acrescentado a estas ideias que surgem.

A – Em relação à composição das letras, o que vos ressalta para inspiração, para a própria composição das letras?
RO –
A maior parte das letras sou eu quem as faço. No disco existem apenas duas excepções que são o “Culpado” e o “Num imenso céu voar” que são de um amigo nosso, Mário Guerreiro. É difícil explicar de onde vem a inspiração, mas penso que tem a ver com experiências e com sensações. A ideia é dar um certo toque intimista a este som rock. Falo sempre de coisas que têm a ver comigo e de experiências pelas quais vou passando.

A – «Porque é assim que queremos e nos materializamos no espaço. Porque cada palavra tem mais significado na língua em que é vivida». Este excerto foi retirado do my space, então porquê a escolha de cantar em português quando grande parte das bandas opta por cantar em inglês ou até canta em português, mas sem descartarem o inglês?
M –
Não podia ser de outra forma. Tomamos a decisão de cantar em português há meia dúzia de anos já num projecto de originais. Tentamos gravar o EP com alguns temas e a banda acabou aí. Aí a decisão já era cantarmos em português. Cantar em português faz sentido até porque há uma pequena diferença: todas as bandas rock cantam em inglês. E quem é que faz rock em Portugal? Nós queremos fazer em português.
RO – Cantar noutra língua nem sequer foi uma alternativa. Há duas motivações em cantar noutra língua que não a portuguesa: uma delas é a perspectiva de uma carreira internacional, quando na maior parte dos casos são músicas cantadas em português as que singram; a outra perspectiva é a questão do preconceito que costuma haver uma vez que cantar em português acaba por expôr muito mais as pessoas. Percebemos o que se está a dizer. Temos, inclusive, a experiência de tentar traduzir algumas letras de inglês para português e verificamos o susto que é. (risos). Portugal é conhecido como o país dos poetas. Não estou a dizer que o que nós fazemos é poesia, isso é demasiado eclético da minha parte, mas acho que diz bem.

A – Falaste em poetas e lembrei-me agora de uma palavra que vocês usam no site que é «utopia». «Cada canção é a concretização de uma utopia realizada em conjunto» é uma frase vossa, qual a razão da utopia?
RO –
Um pouco por causa do que eu estava a dizer. Acredito que quando se fala de letras isso é mais óbvio. Chamamos ao nosso álbum “Arquétipos da Alma” e os «arquétipos» significam ideias, conceitos, formas de dizer a realidade. A «alma» representa aquilo que acreditamos que sejam as nossas músicas: retratos da maneira como as coisas acontecem a nossa volta. Acredito que mesmo a composição musical acaba por ser a transposição de um sentimento que vai estar dentro e a utopia é um bocado essa. Pretendemos ser, acima de tudo, honestos e transparentes com o nosso trabalho.
M – Exactamente, daí o facto de dizer que algumas coisas deitamos fora. Honestos também na forma como entregamos e como queremos dar a nossa música às pessoas: com rigor e com qualidade. Queremos, essencialmente, ser honestos e transparentes com as pessoas.

A – E o que é que pretendem passar através da música?
RO –
Espero que as pessoas se divirtam. Considero que a essência do rock é um bocado essa, a boa disposição e o puxar para cima.
M – No princípio, quando começámos a pensar em gravar tivemos o cuidado de pôr tudo para dentro do disco. Gravámos o disco todo, trabalhámos num ambiente de estúdio caseiro para ouvirmos as músicas a amadurecerem, e tínhamos aquela posição de que estávamos a fazer aquilo porque era algo que queríamos deixar gravado se as pessoas gostassem muito bem, se não gostassem tudo bem na mesma. A posteriori, conforme o projecto foi crescendo, decidimos gravar um disco a sério, num estúdio conceituado e pensamos que o facto de as pessoas dizerem que gostam da música é muito mais interessante do que dizermos que vamos tocar para nós. Queremos chegar às pessoas, principalmente. Ver alguém dizer no nosso myspace ou no nosso blogue ou no nosso site ou o que for, “gostamos da vossa música”, “a vossa música é fixe”, “transmite energia positiva” ou “identifico-me com a letra a ou com a melodia b” para nós é uma alegria tremenda. Quer queiramos quer não, os artistas vivem das palmas e nós queremos sentir as palmas.

A – «Os Flirt lançam os Arquétipos da Alma, mas têm a coragem de não pôr as culpas a ninguém», a quem é que poderiam ser atribuídas culpas?
RO –
Isso é uma forma de exprimirmos esta determinação que acaba por ser um bocado individualista. Não temos o direito de chorar por não sermos apoiados. Essa foi uma decisão também nossa. Decidimos não andar a bater às portas de ninguém, decidimos fazê-lo por conta e risco porque, desta maneira, salvaguardávamos aquilo que, para nós, era o mais interessante – a nossa identidade, o nosso som e aquilo que queríamos fazer.
M – Ninguém nos poderia dizer «não está na moda», «muda isto»… Não!
RO – Sabemos que corremos o risco do nosso som não ser o mais actual, aquele que passa nas rádios, não temos um dueto com ninguém famoso… e sabemos que isso pode ser uma condição para não chegar a um maior número de pessoas possíveis e imaginárias.
M – Quer corra bem ou mal, as decisões foram nossas e nunca vamos poder culpar ninguém. Fizemos como quisemos e como achamos que era o nosso caminho.

A – Ao ler isto interpretei que se tivessem a referir ao panorama da música portuguesa actual?
M –
A indústria da música é uma coisa que está a mudar a uma velocidade vertiginosa. Os artistas deixaram de ganhar dinheiro a vender discos. Os artistas dão os discos, os artistas ganham com os espectáculos; portanto, a indústria da música é uma coisa que vai eclodir, vai rebentar. Primeiro tem estruturas pesadíssimas, pessoas que, algumas delas, digamos são pagas a peso de ouro e, de um momento para o outro, os artistas, que são os seus ovos de ouro, colocam os discos na internet, já para não falar de mp3, pirataria e outras transformações que a tecnologia vem a permitir. A indústria está-se a redefinir e queremos ir pelo nosso barco.

Com um bom ambiente de banda, os Flirt têm meio caminho andado, como eles próprios afirmam. “Arquétipos da Alma” é uma aposta pessoal que concretiza um sonho e comanda um futuro mesmo quando «a razão podia tremer, agora já sabemos a que árvore subir. Editámos este álbum porque nos queremos cruzar com destinos que teimam em existir e não ser apenas uma história que fica por contar». Excertos que os quatro rapazes redigiram online que tem que ver com “a aspiração de qualquer pessoa que faz música ou que se exprime de outra maneira qualquer [que] é conseguir tocar lá num sitiozinho qualquer das pessoas”, de acordo com Ricardo. O vocalista dos Flirt esclarece que “ninguém faz as coisas só a pensar no seu umbigo e claro que o reconhecimento externo é sempre importante. Agora nós podemos tê-lo através da música que fazemos, mas também podemos tê-lo de outra maneira que é as pessoas olharem para nós e dizerem: estes gajos foram pessoas que conseguiram lutar contra as adversidades e conseguiram concretizar uma coisa que desejavam”.
Ultrapassadas as vicissitudes que se colocavam como entraves até ao momento, as barreiras parecem por si transponíveis e isso é uma “compensação muito boa. Sabíamos o que queríamos traçar e eu não estou a ver quem nos consiga parar. Porque independentemente do impacto que as músicas tenham nas pessoas nós fazemos música de uma forma instintiva e vamos começar a fazê-la mesmo que ninguém goste”, remata.

As ambições parecem não ser inalcançáveis e a vontade de vencer perdura nesta banda. Uma elação que Ricardo Freitas ilustra: “enquanto banda a ambição é chegarmos onde nos deixarem. Iremos continuar a trabalhar, a fazer as nossas coisas independentemente do que digam. É um sonho que todos nós temos”. Para o baixista, o grande sonho enquanto Flirt é “por exemplo chegar a um grande festival, muita gente. Sou adepto das massas. Haja saúde e para a frente é que é caminho”. Por entre os imensos nomes a designar do panorama nacional e internacional, o desejo de actuar com os Xutos e Pontapés é concorde até pelo marco que a banda de Tim deixa no rock português. Tiago Ramos não deixa de destacar que estão “todos no mesmo barco queremos é remar todos para o mesmo lado. Portanto, a ideia, de facto, é que esta banda vá para a frente e consiga o seu estatuto no panorama musical nacional”. Uma aspiração comandada pela forma como encaram esta presença. Ricardo Oliveira afiança que vão “continuar a dar luta, vamos dar passos do tamanho das nossas pernas” e continua “como eu dizia há pouco, a nossa determinação tem-nos feito chegar até aqui”. A audácia daqueles que gostavam “de deixar na música nacional uma pegada que fosse pelo menos um décimo do que os Xutos e Pontapés deixaram”, como refere Mário.
Os projectos vindouros sintetizam-se em “tocar, tocar, tocar”. A promoção está agora a começar e o propósito de levar a música às pessoas é o objectivo primordial do momento. Flirt é o nome que vai dar que falar, pois sentem logo existem e o «fim do mundo» deixou «de os atormentar».

Anabela da Silva Maganinho

Sunday, December 14, 2008

Sem hipótese de resposta

O Freixieiro venceu, ontem, o Modicus de Sandim por 6-0, em casa, num jogo que procedeu ao empate da Fundação frente ao Sporting.
Cedo a formação de Mário Brito encetou o marcador. Ainda meio minuto estava decorrido quando Cardinal faz o primeiro golo da partida. Um passe de um dos colegas de equipa faz o pivô concretizar o golo. Perto do minuto 3 é a vez de Ivan pontapear para defesa do guarda-redes do Modicus. O clube gaiense ainda tenta alguma condução de bola até que a redonda chega aos pés de Cardinal e num tento disparado a bola bate na barra (4’). Logo de seguida os passes vão sendo efectuados por entre a equipa e é Cardinal que tenta a finalização, mas ainda que por pouco não o consegue. Não consegue ele, mas consegue Nené o golo directo que faz o 2-0 para a equipa da casa. Nené comanda o lance seguinte com a ajuda de Miguel Mota e de Daniel; porém a falha acontece perto da baliza. Ao minuto 7, há uma falta cobrada por Moita que não passa das mãos de Piu e nem sequer chega a assustar. Com Paulinho já em campo, o lance de contra-ataque é protagonizado pelo próprio capitão, só que foi sol de pouca dura pois a defesa do Módicus não permite uma maior progressão. Entretanto, entra Ricardo em jogo e ajuda na aceleração do jogo do Freixo. Há uma falta a favor de Paulinho que não surte grandes efeitos na cobrança e eis que Ricardo começa na ofensiva e cai juntamente com o jogador do Módicus Miguel. A cartolina amarela é atribuída ao jogador matosinhense. Falta cobrada pelo próprio Miguel que direcciona a bola à barra.
O Freixieiro volta ao ataque por Ricardo, num lance ofensivo que Paulinho não chegou para concretizar. Lances rápidos entre Paulinho e Ricardo já com Cardinal e Júlio para ajudar e é o último quem remata forte para os pés de Tsaka e chega à segunda tentativa, mas novamente os pés do guardião impedem a entrada da bola. Júlio sofre ainda falta, mas é o mesmo camisola seis quem estabelece o 3-0 (12’). Nos cinco minutos aproximados que faltavam para o final do primeiro tempo, o Módicus intenta nos remates, sendo que o primeiro sai por cima e o lance seguinte culmina o quarto golo do Freixo, desta vez protagonizado por Ivan (4’). Um golo bem desmarcado que se junta ao quinto golo assinalado, de seguida, por Cardinal com André pela lateral. Três minutos para o final e cinco golos já contavam para a formação matosinhense. Ivan passa a Cardinal, o retorno é efectuado e André falha na hora de apontar o remate. No minuto final, o Módicus consegue a posse de bola, mas nem na cobrança de canto os gaienses marcam. Nova tentativa dos azuis, mas Piu defense. As equipas recolhem ao balneário, mais feliz o Freixieiro com cinco golos encaixados.
A segunda parte começa por mostrar mais um pouco do Módicus por intermédio de Moita e depois de Nilson. Aos 4’ Piu faz um remate que forma um bonito momento. O guarda-redes pontapeia forte de meio campo, ainda que a bola saia por cima. Paulinho rompe as tentativas à baliza ao minuto 7. Primeira saída pelo lado, depois o capitão falha o passe de finalização de André. Perto do minuto 10 é Cardinal quem bate o guardião do Módicus e concretiza o sexto golo do encontro. Nené segue com um forte remate que rola par o lado da baliza. Bate canto e Paulinho atira por cima. A seis minutos do término, André remata pelo lado e desvanece assim com as esperanças do grande remate. Ricardo também tenta pelo pontapeado que sai pelas redes laterais. Os três últimos minutos dão muito que falar pelas tentativas de remate de Paulinho que não conseguiam entrar nas redes de Tsaka. Nené também remate por duas vezes que assustam, sendo que a primeira não passou das mãos do guarda-redes e o segundo cuja bola foi ao poste. A segunda metade do segundo tempo viu entrar Rui Rosa para o lugar de Piu, visto que o resultado já estava fixado.
Seis a zero é um resultado que precede a partida difícil até Casal Vistoso onde a formação de Mário Brito vai defrontar o Olivais.
A Figura
Cardinal

Anabela da Silva Maganinho

Saturday, December 6, 2008

Fica para a próxima


O jogo deste fim-de-semana que colocava frente-a-frente a equipa do Freixieiro e do Mogadouro acabou por ficar adiado para data a determinar.
A partida já tardou a começar pela humidade que se fazia sentir em ambas as balizas, no entanto, a equipa de arbitragem decidiu encetar a partida ainda que os guardiões estivessem sob aviso de que a partida seria interrompida sempre que necessário.

O primeiro minuto estava a mostrar o arranque das formações. Ao minuto e meio Ivan consegue apontar o primeiro golo para a equipa da casa. Ivan remata e a bola de ressalto acaba por entrar. Um a zero para o plantel de Joaquim Brito. O minuto 3 ainda não tinha decorrido por completo e Nené avança com um pontapé que sai ao lado da baliza do Mogadouro. E eis que um minuto mais tarde era o Mogadouro quem igualava a partida. Eli marca o golo da igualdade e coloca o Freixieiro numa posição de tentativa de nova marcação. Ao minuto 5, Luís tenta o pontapé forte, mas a bola sai pela linha de baliza. Nos segundos subsequentes, por duas vezes Piu sai da baliza e o Mogadouro tenta o remate de longe, todavia, sem efeito.
Jogo interrompido aos 6’. Após paragens sucessivas, os árbitros reúnem-se, os jogadores agrupam-se com o treinador. Decisão decretada: jogo adiado.
Após o adiamento do encontro do Benfica, em Vizela, com a Fundação Jorge Antunes, foi a vez do Freixieiro ver o jogo suspenso pelas mesmas razões.

Anabela da Silva Maganinho

Monday, December 1, 2008

O sorriso da cantiga


Paulo Vintém regressou ao Porto, ontem, para o lançamento do álbum de estreia com o apelido "Vintém".
Após a despedida dos DZRT, Paulo mostra que tem muito para dar ao mundo da música não só pela acústica conseguida no disco, como também pela aventura em compor todas as letras. "Várias musicas de vários estilos" é como Paulo Vintém classifica este novo trabalho, "pedi a opinião às pessoas, aos meus amigos, e as pessoas concordaram. Fazia questão de mostrar e parece que as coisas estavam a soar bem porque as opiniões eram boas e daí termos avançado e continuado com o trabalho".
"Sei no que estás a pensar" foi a música mais ecoada até pela versão de momento improvisada por Paulo que contou com a participação de todos os presentes. No ensaio, poucas eram as pessoas que se esperavam para o showcase, mas a verdade é que às 17h, assim que o músico pisou o palco Fnac, o espaço encheu para ver Paulo, Vintém, o ex-concorrente da Operação Triunfo, o ex- Dzrt... enfim para ver Paulo Vintém ao vivo.
Acompanhado por uma "composição sem estar à espera de um final pré-definido, de um estilo pré-definido, foi uma música que surgiu por acaso" foi como pudemos ver naqueles 40minutos que, para muitos dos presentes, suscitou o entusiasmo para mais uma, pois "o tempo voa".
A "ansiedade" de quem leva "a vida a sorrir" começou no Norte. Lisboa fica à espera, a partir do próximo fim-de-semana do mais recente solo.
Anabela da Silva Maganinho

Saturday, November 29, 2008

O sonho continua

David Fonseca lançou o primeiro dvd, na passada quinta-feira, na Fnac do Colombro. "Dreams in colour live" é o nome do suporte que reúne o concerto de David Fonseca, em Fevereiro, no Coliseu dos Recreios.
O recinto foi extravasado pelo número de pessoas que chegaram muito antes da hora do começo da apresentação. 21.30h era a hora marcada para o ponto de encontro de amigos, conhecidos, fãs ou simples admiradores de David, mas ninguém queria perder o momento e marcaram presença bem antes. À hora marcada David surgiu pela porta e encetou a apresentação que não sabia muito bem como apresentar "é a primeira vez que apresento um dvd, por isso não faço a mais pequena ideia do que é que uma pessoa faz na apresentação de um dvd, mas eu vou tentar".
«Silent Void» foi o tema eleito para abrir a apresentação justamente por ser "um dos temas do espectáculo que, curiosamente, é ainda hoje um dos temas que mais gosto de tocar ao vivo", assevera o músico.
Uma apresentação com diversão à mistura e uma performance acompanhada, tal como no concerto, pelos Los Mariachi. "Acho que são duas coisas diferentes uma coisa ao vivo e um dvd, porque a ideia de estar no coliseu com muitas pessoas à volta é diferente de estar na sua sala (...) então podemos fazer coisas no dvd que seria impossível fazer em casa, como por exemplo termos dado algum ênfase à animação central do dvd e ver um bocadinho do que cada câmara estava a gravar, como se fosse multi câmara".
Extras, a actuação no Sudoeste e ainda pins, posters e outras pequenas grandes coisas podem ser encontradas no dvd em formato digipack, visto que dois formatos estão ao dispor.



Anabela da Silva Maganinho