Tuesday, March 18, 2008

U2 a 3D

foto extraída do sítio oficial www.u2.com

Os U2 vão estrear, a 3 de Abril, o filme a três dimensões, intitulado "U2-3D", um formato que para ser visualizado exige óculos especiais.
A banda conhecida por imensas experiências audiovisuais lança um inédito no que concerne, especialmente, ao mundo da música. "U2-3D" é o segundo espectáculo que os U2 fazem chegar às salas de cinema e tem como distintivo ser o primeiro concerto gravado em formato 3D. O filme realizado por Catherine Owens acaba por não ser mais do que um concerto gravado em dvd, que contém 14 temas do repertório da banda liderada por Bono Vox e que permite uma maior proximidade com esta que é das bandas mais reconhecidas por todo o mundo.
Já no próximo dia 3, Portugal vai poder ver mais este passo que os U2 concebem.
fonte: "Metro"
Anabela da Silva Maganinho
imagem extraída do sítio oficial do Estrela Vermelha www.sd-crvenazvezda.net
Lucas da Silva, antigo jogador do Boavista, deixa o futebol devido a problemas cardíacos. O atleta que efectivava funções no Estrela Vermelha, de Belgrado, anunciou o término da carreira enquanto jogador quando soube o resultado de um exame de rotina. o português deslocou-se a Itália a fim de realizar um novo exame que viria a confirmar o diagnóstico.

Lucas confessa que é um dos momentos mais complicados da sua vida; no entanto, espera "continuar ligado ao futebol, porque foi sempre o que fiz desde pequeno", assevera o jogador.
Anabela da Silva Maganinho

Monday, March 17, 2008

Os sentidos da música

Tiago, Diogo, Samuel e David
Os Sugarleaf lançaram o álbum de estreia “More than senses”, ontem, no Almada Fórum, num showcase que traduziu o sonho de anos.
David, Diogo, Samuel e Tiago revelaram a emotividade das músicas por entre a emoção pessoal sentida naquele momento que consagrava todo o trabalho. Após terem passado por vicissitudes com o nome inicial Soultaste; não obstante, à falta de apoio por parte da indústria musical, a banda de Lisboa mostrou aos vários fãs presentes que mesmo quando “Everything is so confusing” a música pode ser “More than what you see”.
David confessa que havia alguma expectativa na actuação daquela tarde, sobretudo, porque iria assinalar um novo marco na carreira. “Daqui para a frente vamos fazer tudo o que houver para divulgarmos o disco, de modo, a vermos se conseguimos geramos movimento à nossa volta”, assevera o vocalista. Os Sugarleaf querem dar a conhecer a música que fazem para que as pessoas identifiquem não só a versão do disco, mas, sobretudo, a sonoridade ao vivo, “porque uma coisa são os discos, outra é a banda ao vivo”, declaram.
Um concerto que superou o esperado, uma vez que “muitas foram as que encheram o espaço e compraram o disco”, revela David. Ainda assim a banda está consciente de que aquele foi o primeiro concerto e daí a maior adesão. Por isso, o desafio subsequente vai consistir na visualização do feedback emitido.
No entanto, as prospectivas situam-se a Norte, como revelam os quatro membros: “estamos com vontade de ir ao Norte, pois também queremos sentir o público que podemos ter” e, por isso, “agora vamos tentar ver como vai resultar a comunicação com as pessoas”. Entretanto, ficamos em breve com o videoclip do single “Everything is so confusing”, na Hitlist Portugal.
Uma banda que procura o lugar no mundo da música e que prima pela confiança mesmo perante o “lado inverso” do espectro e, ainda que não se possa “deixar o chão”, o importante é nunca desistir.

Anabela da Silva Maganinho

Sunday, March 16, 2008

Triunfo em off

Leixões e FC Porto bateram-se, no Estádio do Mar, num jogo em que os dragões venceram a partida por um golo em fora-de-jogo.
O árbitro da partida Jorge Sousa não assinalou o lance em que Tarik Sektioui se colocava em posição irregular e deixou assim que o marroquino marcasse o golo que deu a vitória aos portistas.
O encontro entre as equipas nortenhas começou com um remate forte à baliza de Beto. No entanto, a equipa de Matosinhos não se deixou abalar e tentou o ataque por parte de Jorge Gonçalves. Aos 16’ surge a primeira jogada de destaque da partida, Quaresma efectua um remate em tri-vela que o guarda-redes do Leixões consegue amparar. Filipe Oliveira assusta Helton (25’) e o ataque do Leixões cresce por entre o meio campo. Beto mostrou-se imparável ao longo de toda a primeira parte e numa jogada em que Lisandro recebe a bola e quase entra pela baliza, o número 1 da equipa do mar agarra a bola em grande estilo. O Leixões tenta o último remate, antes de recolher aos balneários, por Filipe Oliveira que volta a assustar Helton na sequência de cruzamento.
A entrada para a segunda parte revela um Leixões mais ofensivo que, ainda assim, não consegue superar as dificuldades ofensivas, onde o Porto desvendava a sua supremacia. Eis quando o marcador assinala o primeiro golo da partida por Roberto por cruzamento de Hugo Morais (53’). Jesualdo Ferreira procede às alterações na equipa com a entrada de Tarik Sektioui para o lugar de João Paulo. O treinador do FC Porto tenta recuperar o resultado e, para tal, introduz na equipa um jogador mais ofensivo. O FC Porto começa a armar jogo e com a substituição de Farias por Adriano o dinamismo dos dragões vai-se fazendo notar. Lisandro chega ao golo (77’) sem hipótese de defesa para Beto. O Leixões esgota as substituições com a entrada de Diogo Valente. O jogador quase não chega a assentar no jogo quando o FC Porto começa o ataque que culmina num fora-de-jogo não assinalado a Tarik que acaba por dar os três pontos ao primeiro lugar. Subsequentemente, dois lances semelhantes ao do golo se sucedem aí a equipa de arbitragem já determina que são em fora-de-jogo.
Com a saída de Carlos Brito e com Ezequias indisponível, o Leixões permanece com 21 pontos na 14ª posição da tabela classifica, onde apenas Paços de Ferreira e União de Leiria se encontram na linha de água.





Cartões
amarelos
26’ Bruno China
84’ Fucile


Substituição
55’ FC Porto – João Paulo sai, entra Tarik Sektioui
62’ Leixões – Hugo Morais sai, entra Jorge Duarte
66’ FC Porto – Farias sai, entra Adriano
74’ Leixões – Nuno Silva sai, entra Pedro Cervantes
FC Porto – Marek Cech sai, entra Kazmierzac
78’ Leixões – Roberto sai, entra Diogo Valente

Golos
53’ Roberto
77’ Lisandro
84’ Tarik

A figura
Beto
O guarda-redes do Leixões, apesar de ter sofrido dois golos, fez defesas inigualáveis que asseguraram um melhor desempenho da equipa do mar. Esperamos para ver se a Selecção Nacional espera pelo jogador.


Anabela da Silva Maganinho

Sunday, March 9, 2008

O som do Perfume

Os Perfume apresentaram-se, ontem, num concerto zero realizado no Tertúlia Castelense, na Maia, ao revelarem os dez temas que compõe o registo de estreia homónimo.
A banda conta com nomes conhecidos como AJ Santos, na voz e guitarra, Bruno Oliveira, a cargo da bateria (membros dos Blunder) e com o pianista Elísio Donas (ex-Ornatos Violeta), não obstante, ao guitarrista José Meireles e ao baixista Nelson Reis que compõe a formação mais recente do espectro nacional.
Num concerto intimista, a banda divulgou o perfume por intermédio do aroma que deram a conhecer e da sonoridade que espalharam no recinto do espectáculo. A ausência de Rui Veloso, que assegura a participação na música “Intervalo”, não se fez notar, uma vez que os presentes já conheciam parte do repertório e ecoaram os temas.
O momento alto da noite foi o solo de AJ acompanhado por Elísio ao piano no single “(estrela da) Má Sorte”.
Cantar em português foi a forma que os Perfume escolheram para comunicar com todos aqueles que os quiserem ouvir. A identificação com as músicas e a interacção é o que a banda pretende num “apelo ao sentido mais nobre de todos que é, curiosamente, transformado em música”.

Anabela da Silva Maganinho

Sunday, March 2, 2008

Amizade com sabor a música

Samuel, David, Diogo e Tiago


Os Sugarleaf vão proceder ao lançamento do disco de estreia, intitulado “More than Senses”, no próximo dia 16, no Almada Fórum, e esse vai ser o dia da consagração de todo o caminho percorrido pela banda.
Os Sugarleaf nasceram para a música nacional através de um projecto com o nome de Soultaste, que remonta a Lisboa, no ano de 2004. David Sousa, o vocalista da banda, queria ingressar no mundo da música com alguns temas que tinha composto e, realmente, surgiu a oportunidade para tal: “houve a hipótese de fazer uma apresentação de três ou quatro temas, em conjunto com o lançamento de um livro, na Fnac. Subsequentemente, a loja decidiu apoiar o meu trabalho e avançou, então, com a procura de uma editora para o projecto”, recorda o músico.
No entanto, para ele, fazia mais sentido a partilha de ideias e de um som identitário e isso teria mais nexo numa banda. Resolveu ir à procura de pessoas que quisessem integrar o projecto e que se identificassem com o trabalho, mas, principalmente, de elementos que aceitassem a sua maneira de ser. Começou por conhecer Tiago, por intermédio de amigos músicos, e ao ouvir alguns dos originais descobriu que o guitarrista ia de encontro com as mesmas influências e tinha gostos semelhantes. A posteriori, juntaram-se à formação Diogo e Samuel que faziam parte da escola de música do Tiago e, desde o primeiro ensaio, se estabeleceu uma “comunicação em termos de música e sentimos que tínhamos ligação uns com os outros”, assevera David. A 1 de Dezembro de 2004 uma nova banda começava a rebelar-se no espectro musical português.
Entretanto, o trajecto percorrido no decorrer destes quatro anos nem sempre foi o mais fácil e, ainda que a música “More than what you see” começasse a ser conhecida de início, através da série “Morangos com Açúcar”, a verdade é que o primeiro registo da banda não era encontrado ao dispor. O que os levou a continuar nas mais variadas direcções foi o gosto por aquilo que fazem, não obstante à amizade que se vai mantendo cada vez mais fortalecida.


Anabela (A) – Os Sugarleaf nasceram da filosofia Soultaste, no entanto, aquele que tinha sido o nome adoptado desde o início teve de ser alterado. O que se passou, na realidade, sabendo que foi consequência da morangomania?
David Sousa (DS) –
Apareceu uma banda, com exposição imediata, que tinha um nome similar ao nosso. Sabíamos que isso iria prejudicar, inevitavelmente, o nosso percurso, por que se saíssemos com o nome Soultaste seríamos os segundos a aparecer… ainda que tivéssemos aparecido antes.
Diogo (D) – Lembro-me que tivemos umas semanas um pouco más. Não fazia sentido nenhum as coisas estarem a acontecer daquela forma. Estávamos em mar alto, de um momento para o outro, e não tínhamos hipótese de lançar a âncora para nos agarrarmos a coisa alguma.
DS – Soultaste, enquanto nome, foi um conceito que concordamos todos de início, e continuamos a concordar, uma vez que reúne as nossas ideias do que é a vida que passam através da mensagem que queremos mostrar. O «sabor da alma», traduzido à letra, é um bocadinho daquilo que queremos fazer. Queremos trazer um pouco daquelas coisas – que, por vezes, não são palpáveis ou que não têm adjectivos – e caracterizá-las para que se tornem mais próximas do nosso mundo, porque, inevitavelmente, é um mundo material. Porém, isso foi uma primeira instância, pois até chegamos a um ponto que achamos que era parvoíce estarmo-nos a agarrar a um nome. Mostrámos que temos capacidade para criar um novo nome, com uma nova energia. E, as explicações que podem ser dadas de Sugarleaf, na minha opinião, são muito diferentes daquelas que poderiam atribuir-se a Soultaste. O nosso som, de alguma forma, não se quer preso a rótulos nem a pesos. É um som leve e daí um pouco da natureza e do doce no nome.

A – O gosto pela música suscitou em vocês com projectos precedentes?
DS –
Enveredei por outros projectos, mas nada que tivesse tido notoriedade. Depois acabei por seguir por um projecto a solo, por verificar que as pessoas com quem trabalhava nem sempre se identificavam com o que eu queria fazer. Nunca fui muito agarrado a conceitos elitistas e eruditos do que é fazer música e do que é criar o que quer que seja na vida. O que sai é instintivo e a música, para mim, é um veículo para exteriorizar os meus medos, as minhas mágoas, os meus desejos, os meus sonhos. É o meu diário, digamos assim, é deitar para fora o que penso. Achei que se ninguém se identificava muito mais valia estar sozinho e tentar a solo.
Tiago (T) – Comecei a tocar aos oito anos, só que durante um período estive muito intermitente. A partir dos 18 anos comecei a levar as coisas mais a sério. Estive inserido em bandas de originais, mas com a escola e trabalhos paralelos. O contacto mais forte com banda tive-o um pouco antes de estar com eles; todavia, tudo muito simples, sem notoriedade. Quando nos conhecemos, eu tinha acabado de gravar um EP com temas meus. Entretanto, arrancaram ou Sugarleaf, outrora Soultaste, e, recentemente, tenho um projecto de bares.
Diogo (D) – Tive a minha primeira banda com dez anos. Éramos um grupo de miúdos que tocavam rock&roll e blues. Posteriormente, tive uma banda de originais e chegamos, inclusivamente, a gravar uma maqueta. Com o aparecimento dos Soultaste coincidiu o desenvolvimento de outros projectos de covers e de bares.
Samuel (S) – Quando fiz dez anos recebi uma viola dos meus pais e foi o início do percurso. Comecei a tocar em casa, sempre autodidacta, a ouvir os discos, a inventar, a tentar tocar o que ouvia. Mais tarde, tive um projecto com outra banda até que surgiu o convite para integrar esta banda.

A – Uma das vossas músicas intitula-se “Everything is so confusing”. É verdade que a vossa vida se pode tornar confusa?
DS –
Este percurso tem sido, no mínimo, confuso. As decisões todos os dias estão a mudar e temos de estar em constante mutação para nos tentarmos adaptar. Uma das vantagens que sempre tivemos foi a de nunca tomarmos uma decisão de ânimo leve, por que sabíamos que essa decisão se poderia repercutir, ulteriormente, num percurso limitado ou em ideias que nos colmatassem.
D – As coisas, às vezes, confundem-se um bocado. Estivemos dentro de um casting, a título de exemplo, e, de repente, estávamos com um pé dentro de um processo de massificação e de exposição completamente astronómico. É confuso na medida em que se sai do zero, ou de muito próximo, para uma coisa que nem nós sabemos o que é.
DS – Sentimos o apelo, como qualquer pessoa sente, de querermos expor o nosso trabalho e daí poderia sair a oportunidade; só que quando entendemos as condições que nos queriam impor, consideramos que isso não se identificava connosco. Aquilo que queremos é criar e não estar limitados no que concerne ao aspecto criativo. Então, abdicamos disso e continuamos naquele tal barco um pouco solitário. Houve momentos nos quais o barco parecia estar cheio de participantes e de pessoas que queriam levá-lo a bom porto; contudo, de um momento para o outro, o barco ficava à deriva, sem terra à vista e não sabíamos o que se ia passar.

A – O que surge primeiro a sonoridade ou a letra?
DS –
A sonoridade, 99% das vezes. Muitos autores escrevem primeiros letras e com um conteúdo genial depois tentam fazer uma música que se adeqúe a esse conteúdo. No nosso caso, o que fazemos é dar letra a um sentimento que já está na música. Assim, é bem mais prático e mais real, para nós, fazermos dessa forma. Depois de sentirmos o que é o tema, o que é o ambiente, o que é o sentimento, trazemos uma letra de forma a que uma mensagem se adeqúe com esse sentimento.
D – A melodia vem sempre com essa ambiência que se cria, porque a melodia é sempre a que fica na cabeça, à primeira, e a letra é um processo posterior.

De acordo com a banda, a sonoridade e a letra são duas componentes intrínsecas para a composição de cada música e, por isso, podemos afirmar que há inspirações diferentes que se complementam. Influências que advém das experiências, como alude Tiago, e que se relacionam “com a vida, com estes «More than Senses», assegura Diogo. O baterista revela que existe uma influência mútua da música na letra e da letra na música e que essa influência se traduz numa mensagem, num lugar e num espaço, que está ali representado por música e por letra”.
O que acontece com esta banda é que cada um coloca o seu jeito, o seu estilo, a sua influência nos acordes e, dessa forma, “acabamos por juntarmos as sonoridades, porque há um fio condutor que acaba por nos ligar”. David acaba por assegurar que esta é “a garantia de futuro” que os Sugarleaf, mas, acima de tudo, o Diogo, o Samuel, o Tiago e o David têm para singrarem na vida.
Para quem não conhece os Sugarleaf, David cita uma frase que Diogo deixou para os agradecimentos do álbum que está prestes a ser colocado nas discotecas: “é apenas esta demonstração do estado de graça que é estar vivo”, divulga. O vocalista considera que a banda e o trabalho que têm vindo a desempenhar é, exactamente, “uma demonstração livre daquilo que sentimos”. Esta demonstração implica regras, uma vez que estamos a falar de uma formação “com um intuito profissional”. Não regras no que concerne à sonoridade ou à composição, mas uma banda tem de ter em conta que o trabalho que querem mostrar é um produto para ser vendido e se não for vendido a uma editora pode não haver continuidade. As consequências que poderão repercutir-se numa possível estagnação da banda e depois de tanto lutarem essa não é propriamente a conjuntura que os Sugarleaf prospectivam; porém, “sem nos querermos vergar a essas questões comerciais temos de tentar adaptar as coisas a um formato” para que “a nossa música não acabe por ficar por casa”, atenta David.
Diogo consegue sintetizar os objectivos a que a banda se propõe quando declarar que querem “é mostrar a nossa música às pessoas e que as pessoas ouçam e leiam e sintam e viagem” para que se identifiquem.


A – E do álbum que está prestes a sair? Este é o primeiro álbum dado a conhecer, o que podemos antever?
D –
Tem um arco-íris na capa e uma silhueta dos quatro (risos). Reúne 14 músicas, três das quais em português, com mensagem. No álbum, podemos encontrar coisas que fazem parte do dia-a-dia das pessoas que o vão comprar. Ao invés de estar escrito ou ilustrado por uma imagem, a música é aquela que vai proporcionar vários momentos.
T – Tem mensagens para várias situações e pessoas.
DS – Acaba por trazer um lado despreocupado que está, simultaneamente, bastante atento. O que está neste registo reflecte quatro pessoas de idades diferentes, com educações diferentes, mas que, afinal, têm uma mesma chama interior a cintilar e um mesmo sonho a alcançar. É visível o reflexo da atenção que temos perante a vida e que, muitas vezes, passa despercebido às pessoas. Existem comunicações com um único nível de energia e fazemos parte desse universo e dessa natureza. Neste álbum, está o reflexo de quatro pessoas que quiseram deitar para fora esses textos e essas coisas que guardam na gaveta e que até podem ser motivo para os outros se rirem. Só que é essa persistência, essa vontade de deitar para fora e de querer arriscar que está aqui.

A – Pelos comentários que visualizei, no myspace e em sites do mesmo formato, muitos são aqueles que esperam por este primeiro álbum e o querem ver. Vocês têm expectativas no que diz respeito a este trabalho e à sua disponibilização?
DS –
Expectativa há sempre. Quando começamos a trabalhar e aquando do desenvolvimento de certas ideias, designadamente do videoclip, pairam expectativas para tentarmos entender o que é que as pessoas vão achar dessas ideias que tivemos.
D – Existem vários níveis de expectativas. Detectamos, por um lado, as expectativas da banda que não têm fim, não tem um limite e, por outro, a expectativa real formada por essa não existência do limite. A expectativa real que temos é que, pelo menos, estes “More Than Senses” sejam sentidos e que as pessoas, quando os ouvirem e lerem, sintam alguma coisa como nós sentimos ao compor e, também, ao ouvir.
DS – A mim marcou-me pela diferença o ouvirmos enquanto lemos ou lermos enquanto ouvimos. Fizemo-lo [os quatro] enquanto pessoas que o criamos e é um sentimento completamente diferente que surge. As palavras estão lá; todavia, nem sempre as entendemos a todas. O facto de olharmos para elas naquele momento, materializa-as e dá-lhes a força que quisemos, verdadeiramente, que elas tivessem quando as inserimos.

A – Gostava de saber a vossa opinião acerca do panorama da música nacional e em que medida a inserção das vossas musicas na série televisiva “Morangos com Açúcar” influencia, directamente ou indirectamente, na divulgação do vosso trabalho.
D –
Influencia muito, uma vez que, por exemplo, a música “More than what you see” está em casa de mais de 100 000 pessoas e o disco ainda nem saiu. Essas iniciativas por parte das editoras e das produtoras fazem com que as pessoas ouçam a música e a comprem. No que concerne ao panorama da música, gostava que houvesse mais cultura verdadeira, gostava que houvesse mais música pela música e música pela arte e não música pelo dinheiro, música pelo interesse e pelo mediatismo.
DS – A série foi uma catapulta, da mesma forma que podiam ter sido outras coisas. O nosso início despoletou por ali, não fomos nós quem o escolhemos. Não andamos atrás dos “Morangos com Açúcar” por terem muita audiência nem nada que se pareça, aliás, nunca pensamos sequer que a nossa música viesse a ser inserida na banda sonora da série com essa exposição. Aconteceu e claro que é positivo pela questão da divulgação; no entanto, não queremos, de maneira nenhuma, aproveitar-nos disso.

A – Quanto a concertos, como têm sido e o que têm de especial?
D –
Cada um é diferente do anterior e, com certeza, diferente do seguinte. Gostamos de inovar, de improvisar, de fazer coisas novas e de mostrar as novas roupagens que as músicas podem ganhar. Acontecem, em palco, momentos que nunca tinham acontecido antes e a música livre e espontânea é a nossa música, por que é assim que nasce e é assim que a reproduzimos. Dos próximos concertos as pessoas podem esperar novidades em todos eles, alinhamentos diferentes e dinâmicas distintas. Cada noite é uma noite, cada nota uma nota, cada concerto um único momento especial e irrepetível.

A – E há um palco sobre o qual gostariam de pisar?


D – O Pavilhão Atlântico. Não só por ser um sonho como também é um objectivo a longo prazo. Gostamos de nos projectar em grandes voos, de pensarmos que um dia podemos pisar os maiores palcos portugueses e preparamo-nos todos os dias para isso. Não obstante, seria um privilégio poder tocar em sítios como os Coliseus ou os grandes festivais de verão. Se abrirmos fronteiras, pois os nossos sonhos e ambições não têm fronteiras, gostaríamos de tocar num Red Rocks ou num Central Park ou porque não The Gorge, Madison Square Garden, Royal Albert Hall, House Of Blues.


A – Na vossa página do myspace, vocês dizem que o vosso maior feito é sempre ter a certeza que entre a vossa música e a vossa alma existe um espelho. A vossa música é um espelho da vossa alma ou a vossa alma é que acaba por ser inspirada na música que conseguem?
D –
Isso é uma pergunta difícil; contudo, considero que fazemos música sem pensar muito nela. Preocupamo-nos em não construir obstáculos à liberdade criativa e em dar azo àquilo que sai musicalmente sem grande acção manipuladora. Como disse anteriormente, o carácter improvisador com que fazemos música é muito importante para nós e é, dessa forma, que nos exprimimos e que acabamos por fazer a música. Sim, há um espelho entre a nossa música e a nossa alma, mas não existe relação direccional entre as duas. Existe, simplesmente, o espelho que é uma metáfora para fazermos a música que sentimos e sermos a música que fazemos.

Se lhes perguntarmos até onde eles querem ir a resposta é imediata e, sem marinar, dizem que querem ir o mais longe possível: “queremos continuar a criar livremente e a fazer canções com que nos identifiquemos e, se possível, que o público cante, salte e vibre. Queremos tocar, queremos divertirmo-nos a fazer aquilo que gostamos. Queremos mais música”, anuncia Diogo. Música que poderia passar por um concerto ao lado de Dave Mathews Band, de John Mayer, Vertical Horizon, Kane ou mesmo dos Incubus.
As referências que “não ficam pela música que aparentamos transparecer”, como confessa Diogo, passam “por música electrónica, chill, blues, reggae, funk, jazz, muito jazz. Gostamos de boa música, e boa música não tem rótulo”.
A banda não gosta muito de impor limites e daí o motivo pelo qual as ideias flúem naturalmente. Com a amizade a prevalecer e a fortalecer a relação profissional e pessoal “continuamos a acreditar”, é o que dizem os Sugarleaf “sempre tentamos ter um feedback das pessoas, do que é que era o nosso trabalho e essa foi a nossa maior segurança, porque é importante saber a opinião delas para fundamentarmos o que estamos a fazer”, advoga David, “não fazemos disto algo de transcendente, é algo palpável, alcançável e acreditamos que como seres humanos podemos alcançar o que os outros também alcançam”. Os músicos acreditam que importante é não desistir e que “o exemplo que tiramos para o nosso dia-a-dia, da vida normal, podemos tiramos para a música”.
O sabor mais sentido está prestes a poder ser testado e, sem perguntas ou confidências, o que esperamos é que esta banda nunca “deixe o chão” que lhes custou a firmar, pois mesmo quando as coisas parecem confusas a alma é como uma árvore que nasce e nada a pode deitar a baixo quando “o que fazemos, fazemos com sentimento”.

Anabela da Silva Maganinho

Já agora fica o anúncio por parte dos Sugarleaf "o disco sai dia 16 de Março e estão todos convidadíssimos a apareçerem na Fnac do Almada Fórum, às 17h, para aquele que vai ser, esperamos nós, um grande concerto!" No site http://www.para-e-ouve.com/ pode, inclusive, ver-se o vídeo do single de estreia "Everything is so Confusing”.
Soultaste Yourself

Saturday, March 1, 2008

Um ponto em cima



O Leixões somou mais um empate a duas bolas, desta vez frente à Académica, num jogo a contar para a 21ª jornada da Liga Bwin.
O encontro começou logo com um livre de Paulo Machado, consequência de uma falta sobre Roberto. O Leixões ainda não tinha assentado no jogo, mostrando algum nervosismo nos lances defensivos; no entanto, a equipa do mar conseguiu, aos 4’, um remate ao poste da baliza de Pedro Roma. Esta primeira parte ficaria marcada pela equipa de arbitragem comandada por Carlos Xistra onde dois penalties ficaram por assinalar à equipa do Leixões. A Académica ia tentando esgueirar-se por entre o meio campo, mas sem lances de finalização bem conseguidos.
O golo da equipa da casa chega com um penalty convertido por Roberto (16’).

Vítor Vinha faz falta sobre Jorge Gonçalves e foi o camisola 9 do Leixões quem assinalou o primeiro golo no marcador.
O remate certeiro da formação de Coimbra surge ao minuto 23 pelos pés de Joeano. Um a um no marcador a equipa de Matosinhos ainda não tinha achado o rumo na partida e assim continuou até ao final da primeira parte. A tentativa de lances ofensivos só se notou perto dos 45 quando a bola passa ao lado da baliza da Académica.
As equipas recolhem ao balneário e Carlos Brito faz modificações anotadas com a entrada de Joel para o lugar de Nuno Silva. O Leixões tenta jogadas de ataque e conquista o terreno com um remate que abana com a baliza de Pedro Roma.

A equipa da briosa não se deixa deslumbrar por entre lances mais bem finalizados e tenta a sua sorte nos ataques. Ao 62’ eis que chega o segundo golo da Académica, colocando assim a equipa de Domingos Paciência na frente do marcador. O Leixões começa a ver os três pontos a transcorrerem por águas paradas e com a entrada de Vierinha (63’) tenta o dinamismo. A Académica volta a acordar para o ataque; porém, os lances ofensivos não sentem repercussão (77’). Na altura de se deitarem os últimos cartuchos da partida, o Leixões perde o medo e começa a deitar para fora a essência que culmina com uma grande penalidade cobrada por Jorge Gonçalves. O Leixões chega à igualdade em cima do minuto 90 para desaire da equipa dos estudantes que se mantinham com superioridade no marcador.
Já no período de descontos, um livre nasce da falta sobre o Leixões e um lance semelhante ao anterior que acabou por determinar a grande penalidade voltou a acontecer. Tal como declarou Domingos Paciência no final do encontro “vou ver na televisão".


Este foi mais um jogo em que se prestou homenagem a Cabral Ferreira e, não obstante, se deixou a mensagem “não ao racismo”.




Cartões
amarelos
6' Filipe Oliveira (LSC)
17’ Vitor Vinha (AAC)
33' Pedrinho (AAC)
59’ Joeano (AAC)

80’ Paulo Sérgio (AAC)


Golo
16’ Penalty batido por Roberto (1-0)

23' Joeano (1-1)

62' Joeano (1-2)

90' Penalty cobreado por Jorge Gonçalves (2-2)

Substituição
46' substituição do Leixões Nuno Silva sai entra Joel

59’ substituição AAC sai Vítor Vinha entra Cleber
63’ substituição do leixões entra Vieirinha sai Hugo Morais
71’ substituição do Leixões sai Ezequias entra Pedro Cervantes (Ezequias bastante aplaudido pela massa associativa do clube de Matosinhos)
77’ substituição da AAC Joeano sai entra Miguel Pedro
81’ substituição da AAC Luís Aguiar sai entra Edgar

A figura
Paulo Machado



Anabela da Silva Maganinho